Nos dias de hoje, tenho notado que um dos assuntos que mais tem estado em voga é a questão da sexualidade, ou melhor, homossexualidade. União homoafetiva dignamente aprovada por unanimidade no Supremo Tribunal Federal, mas, em contrapartida, a homofobia. E o assunto se entende, chegando a tópicos como o bullying na escola e a elaboração de um kit educacional para "apresentar" à sociedade "o gay".
Tenho notado que estas mudanças tem acontecido de uma forma muito rápida e acredito que, como tudo que acontece muito rapidamente, pode acabar desandando. Lembro que quando fui garoto sofri MUITO bullying na escola, eu estudava em um colégio salesiano só de homens, e tinha um comportamento mais delicado, então nunca era chamado para os "eventos necessariamente masculinos". Não gostava de aulas de Educação Física, e geralmente me aproximava de semelhantes, que tb eram alvo de bullying. Mas penso que bullying não se vence unicamente com kits educacionais. Penso que assuntos como sexualidade DEVAM SIM ser discutidos em sala de aula, mas no momento certo e da forma certa. Mostrar que no mundo contemporâneo, a homossexualidade deve transitar "normalmente", quero dizer, de forma tolerante, é um trabalho que deve ser feito em conjunto: a escola e a FAMÍLIA. E é neste ponto que as coisas batem de frente: nos dias de hoje, os pais não tem tempo para seus filhos, substituem a educação de regras, valores e princípios sociais por fazer tudo que seus filhos querem, acreditando que assim seus filhos sempre seguirão no caminho certo. Os pais não punem mais os filhos pelos erros que cometem, não procuram mostrar o certo, simplesmente preferem se abster, fica mais fácil assim, não é mesmo! E essa mesma liberdade que os filhos sentem em casa, passam a sentir na escola e se apropriam disso como um DIREITO deles. E daí parte toda essa violência que vemos acontecendo cada dia mais, em todos os cantos do nosso país (e do mundo como um todo).
Penso que as mudanças devem partir de dentro de casa, pais mais participativos, de forma a REALMENTE guiar seus filhos ao RESPEITO AO PRÓXIMO, não importa qual seja o caminho escolhido. Aí então a escola pode interferir com kits educacionais, mas também adequadamente adaptados a cada faixa etária. Entretanto, NESTE MOMENTO, penso que NOSSA SOCIEDADE AINDA NÃO ESTÁ PREPARADA PARA TAIS MUDANÇAS. Isso deve ser um processo lento, apresentado à sociedade através dessas pequenas atitudes do Supremo, que tornaram possíveis nossa "existência" no meio social. Mas acredito que a tolerância NUNCA será alcançada por meios forçosos ou extremos!
Deixo essa minha última afirmação para ser refletida por cada um que ler esse meu texto!
Fortal, feriado de Corpus Christi.....um porre, na verdade!!!
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